4 de novembro de 2026
Universidades para idosos em diferentes regiões da China estão ampliando cursos de inteligência artificial, edição de vídeo, fotografia com drones e outras tecnologias para ajudar aposentados a acompanhar a digitalização do cotidiano. Na Universidade para Idosos de Ningxia, por exemplo, Zhao Minghui, de 71 anos, começou aprendendo tarefas básicas no smartphone, como enviar mensagens pelo WeChat, fazer pagamentos, reservar passagens e marcar consultas médicas. Neste ano, passou a frequentar aulas de inteligência artificial. Hoje, ela utiliza ferramentas de IA para tirar dúvidas, gerar textos e imagens e até conversar nos momentos de lazer. A procura por esse tipo de curso vem crescendo. Em 2025, as 60 vagas de uma turma sobre o DeepSeek em uma universidade para idosos de Guangzhou foram preenchidas em poucos segundos após a abertura das inscrições. Em Xangai, alunos com mais de 80 anos também participam de cursos de fotografia com drones. Já em Ningxia, mais de 3.600 pessoas estão matriculadas em disciplinas relacionadas a IA, produção de vídeos, casas inteligentes e comércio eletrônico. A expansão ocorre em um país com mais de 323 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 23% da população em 2025. Apesar disso, apenas 53,7% desse grupo utilizava a internet, abaixo da média nacional de 80,1%. Além de facilitar tarefas do dia a dia, os cursos também são usados para criação de conteúdo e lazer. Em Qingdao, alunos aprendem técnicas de filmagem, edição de vídeo e uso de aplicativos para compartilhar produções com familiares e amigos. O 15º Plano Quinquenal da China, para o período de 2026 a 2030, prevê ampliar as oportunidades educacionais e o número de universidades voltadas à população idosa. Fonte: Global Times